VIRADA CULTURAL 2009 (02 a 03/05/09)
Maio 2nd, 2009 § 4 Comentários
A cidade de São Paulo ganha hoje (sábado — 02/05/09) a partir das 18h a quinta edição da Virada Cultural. Vinte e quatro horas de shows, peças teatrais, saraus, sessões de cinema, exposições, instalações e performances em diversos locais, com o funcionamento contínuo do metrô e CPTM para facilitar o deslocamento das pessoas. Acesse o site da Virada Cultural 2009 para consultar a programação e escolher os eventos de acordo com o palco ou região da cidade, inclusive você pode montar seu roteiro, salvar com seu nome, imprimir e compartilhar o que escolheu com seus amigos.
(Veja aqui o mapa da virada cultural no Centro de São Paulo.)
DESTAQUES DA VIRADA
Jon Lord e Orquestra
02/05/09
18h10 até 20h30
A jornada cultural paulistana inicia-se na Avenida São João, altura da praça Júlio Mesquita (mapa), prestigiando a execução do Concerto Para Grupo e Orquestra (1969 / Deep Purple) com a participação do especialíssimo Jon Lord, pianista (ex-integrante da banda Deep Purple), acompanhado pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo.

Jon Lord (Foto usada na divulgação do concerto em Durham)
Assista aqui a performance de Jon Lord na Purpendicular Tour (1996).
— Toca Raul!
A Virada Cultural na Estação da Luz tem gosto de sociedade Alternativa! Muitas bandas relembram os 20 anos sem Raul Seixas durante 24 horas. “Não perca o trem das onze — Só pra variar!”

Raul Seixas (divulgação)
Rock´n´Roll na Praça da República
03/05/09
a partir da meia-noite até umas 3h da madrugada.
Camisa de Vênus – Eu não matei J0ana Darc
Meia-noite e dez a banda Camisa de Vênus vai “botá pra fudê” (pra quem não conhece, esse é um dos títulos de música da banda) na Praça da República e fazer a galera delirar ao som dos clássicos como “Camila”, “Beth Morreu”, “Gotham City”, “Simca Chambord”. Para manter o clima, lá pelas duas da madrugada, assume o palco a banda Velhas Virgens com suas músicas repletas de boemia, devassidão e alegria. Veja fotos aqui.
Velhas Virgens – A mulher do Diabo
Outras sugestões sobre a Virada Cultural desse ano:
- Virada Cultural em A Vida Como a Vida Quer;
- Cinema na Virada Cultural 2009 em O Toupeira;
- Curta (sem medo) a Virada Cultural 2009 em São Paulo em Cultureba;
- Virada Cultural 2009 é atração em São Paulo no feriado prolongado; veja programação em Último Segundo;
- Virada Cultural 2009 em G1;
- Virada Cultural 2009 em Doc de Bolso;
- Zumbis na Virada Cultural em Cinema é Magia.
Por Darlene Carvalho
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Mayra Lobão
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Me sinto obrigada a relatar o que houve neste Sábado no Teatro Municipal. Juro que preferia estar contando de como foi bom o show, etc. A “organização” que tomou conta do municipal deu um show de horror.
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Pelo menos 3 horas de fila para o show, até ai tudo bem, era o esperado.
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Havia jovens, velhos, crianças. As pessoas querem se sentar, ir ao banheiro – foram pelo menos 3 horas sem banheiro e sem agua na fila. Eu preocupada com aquela aglomeração: os funcionários da “organização” continuam a botar o povo pra dentro desse cerco.
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dá a hora e a “organização” bota todo mundo correndo pra dentro do hall de entrada do Municipal, mas seguranças nas escadas e nas portas que dão acesso aos corredores (por onde há o acesso à platéia e às Frizas) bloqueiam a entrada das pessoas que se aglomeram, num grande amontoado.
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Há jovens, velhos, crianças. As pessoas querem se sentar, ir ao banheiro – foram pelo menos 3 horas sem banheiro e sem agua na fila. Eu preocupada com aquela aglomeração: os funcionários da “organização” continuam a botar o povo pra dentro desse cerco.
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Eu, que entrei entre os vinte primeiros, começo a olhar para trás – aquela aglomeração toda de gente espremida, e noto que não há escapatória: já naquele momento eu queria mesmo era desistir, ir embora dali. Meus sentidos me diziam que aquilo ia dar uma grande merda, pois agora, ao invés de estarmos numa fila – onde tudo é muito mais civilizado, estavamos comprimidos naquele espaço, num pacotão apertado de pessoas cansadas, e não era possível entender porque faziam isso conosco. Se não era pra entrar, por que não nos deixaram do lado de fora, na fila?
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Eu, na frente da porta, amassada num pacotão de pessoas, comecei a temer pisoteamentos, por isso pedi licença e forcei meu caminho para encostar na parede ao lado da porta, de forma a estar fora do caminho da avalanche de pessoas que certamente ocorreria quando os “seguranças” deixassem entrar.
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Quando depois de mais uns 40 minutos de espera nessa situação, os “seguranças” deixaram entrar, fiquei realmente surpresa pela capacidade de auto-contenção daquela multidão. Não que a entrada de muitos ao mesmo tempo não tenha sido uma coisa espremida, mas nada de violência, empurrões ou pisoteamentos. Entramos no corredor que dá nas entradas da platéia e das frizas e de novo os seguranças – agora na porta da entrada da platéia – novo amontoamento. Impossível chegar ao banheiro.
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Finalmente deixaram as pessoas entrarem na platéia. As entradas para as frizas estavam trancadas. Funcionários de chaves na mão pareciam não saber se abriam as portas das frizas ou não. Davam petis. A campainha soava – havia filas nos banheiros. Os funcionários continuavam a dar peti e dizer – ou melhor, berrar na cara das pessoas – que se elas não entrassem já ficariam de fora. Alguém frustrado deu um murro em uma porta – não defendo essa pessoa, mas na hora chamaram a polícia. O policial soube ser muito mas muito mais grosseiro que qualquer um foi até aqui e deu seu show particular. Pensei de novo em ir embora. Tentei me dirigir educadamente a uma funcionária que deu seu peti gritando na minha cara e me mandou subir. Desisti do banheiro e Subi.
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Estava devidamente sentada na parte alta do teatro (como se chama mesmo? galé?galeria?) De onde não dava pra ver nem o topo da cabeça do Tom Zé. As pessoas naturalmente ficavam de pé. “Seguranças” dando broncas: não era pra ficar de pé. as pessoas nas primeiras cadeiras apoiavam os braços no espaldar das muretas. Eu mesma teria feito isso: estava exausta. Mais broncas: não era pra apoiar os braços. Seguranças dando broncas e ameaçando tirar as câmeras das pessoas que batiam fotos. Não notei um flash.
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Ou seja, quando começou o show, a platéia muda enquanto Tom Zé pedia que cantássemos junto. Foi difícil tentar relaxar. Tentar cantar com Tom, foi mais impossível ainda. O grande nó na garganta de todos, acompanhada de uma nuvem de mau humor era sensível. Fui capaz de perceber que o show era muito bom, mas como ocorreu com muitos, a “organização” acabou com a nossa noite.
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O bom foi que Tom mandou levantar, mandou tirar foto, quebrou um pouco daquele grande gelo – um verdadeiro iceberg – da platéia, e quebrou as pernas dos “não pode” vindos dos “seguranças”. E quando Tom pediu que acompanhássemos na frase “que te pariu” senti que essa sim era uma frase que saia daquela multidão de gargantas.
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Luíza Erundina abria o municipal no 1o de maio para os trabalhadores. Neste Sábado, 2 de maio, senti que aquele espaço não se abriu nem mesmo para a classe média ali presente. Foi como se tivessem – ao invés de abrirem a porta da frente, – como se tivessem feito aquele povo entrar pelas latrinas do municipal. Para que sintamos o quanto não somos bem vindos.
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