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SEGUNDA-FEIRA É DIA DE LETRAS EM CENA

In Agenda Cultural, Grátis, Leitura Dramática, Teatro on 22 Junho, 2009 at 1:55 pm

O Projeto Letras em Cena acontece sempre às segundas-feiras, 19h30, no auditório do MASP . Reúne atores, diretores e até os autores dos textos escolhidos para essas leituras dramáticas quando é possível. Após a leitura, desenvolve-se um diálogo com o público presente sobre o texto lido.

Visite o site do projeto Letras em Cena!

PROGRAMAÇÃO — JUNHO 2009

22/06/09
NA HORA H
Texto: Agatha Christie
Direção: Marina Mesquita
Elenco: Martha Merllinger, Tereza Freire, Jeruza Franco, Catita Soares, Ricardo Homuth, Renato Caldas,  Ronaldo Diaferia, Charles Braun.

29/06/09
QUANDO DESPERTARMOS DE ENTRE OS MORTOS
Texto: Henrik Ibsen

Quando?

Segundas-feiras às 19h30.

Quanto?

Grátis!

Onde?

Auditório do MASP
Av. Paulista, 1578 – São Paulo – SP (mapa/como chegar)
Telefone: (11) 32515644
Fax: (11) 32840574

Por Darlene Carvalho

GRÁTIS! LEITURA CÊNICA DO TEATRO DA VERTIGEM ATÉ 08/03/09

In Agenda Cultural, Grátis, Teatro on 24 Janeiro, 2009 at 9:13 am

Sabia que no dia 16 de Janeiro foi inaugurada a sede do Teatro da Vertigem? Sim! E com uma nova temporada da leitura dramática História de Amor (Últimos Capítulos), de Jean-Luc Lagarce. Essa leitura foi apresentada em 2005 na Galeria Olido, também era de graça e para um número limitado de pessoas.  Agora, apenas 50 pessoas na platéia por espetáculo.

Pra quem nunca esteve em um evento como esse, explico: imagine uma peça teatral onde onde os atores podem manter em mãos o texto a ser encenado, lendo e interpretando ao mesmo tempo. Captou? Além disso, trata-se de Teatro da Vertigem,  cujo trabalho é apreciado e sua qualidade é reconhecida por muita gente. Se você não correr poderá ficar sem ingresso!

SOBRE O TEATRO DA VERTIGEM

Fundado em 1992 e dirigido por Antônio Araújo, o grupo encenou e acumulou vários prêmios durante essa trajetória. Espaços não-convencionais como hospitais (O Livro de Jó), igrejas (Paraíso Perdido), presídios (Apocalipse 1,11) e o Rio Tietê (BR-3) serviram de palco para as montagens da companhia, que nesses dezessete anos de existência reuniu 24 prêmios (APCA, Shell, Mambembe, APETESP e Funarte). ***

SOBRE A LEITURA DRAMÁTICA

História de Amor (Últimos Capítulos), escrito em 1983, trata do encontro de um homem e de uma mulher com um outro homem, com quem ambos tiveram uma história de amor. Eles, ao fim desse romance-a-três, o abandonam para viverem juntos. Esse homem, então, sozinho, escreve, lê, lembra-se da história que os uniu no passado. É a lembrança de uma história, mas também a sua recriação. Trata-se, é claro, do amor entre essas três pessoas, mas também de um amor pela própria escrita, pelo próprio ato de escrever ou de criar, e em última instância, pelo próprio teatro.

Ficha Técnica:

Tradução: Sergio Siviero. Adaptação: Antônio Araújo. Direção: Antônio Araújo. Assistência de Direção: Eliana Monteiro. Personagens / Atores: A mulher / Luciana Schwinden, 1º homem / Roberto Audio, 2º homem / Sergio Siviero. Iluminação: Guilherme Bonfanti. Cenografia: André Cortez. Trilha Sonora: Laércio Resende. Secretaria: Denise Janoski. Direção de Produção: Teatro da Vertigem e Henrique Mariano. Patrocínio: Petrobrás.

***


História de Amor (Últimos Capítulos) fica em cartaz até 08 de Março de 2009, aos sábados (21h) e domingos (20h). Duração: 50min. Entrada Franca. Retire seu ingresso 1h antes do espetáculo.

SOBRE O AUTOR

Jean-Luc Lagarce, autor de História de Amor (Últimos Capítulos), é um dramaturgo contemporâneo francês dos mais encenados na Europa na atualidade, mas ainda pouco conhecido no Brasil. Falecido prematuramente aos 39 anos de idade, vítima de Aids, deixou uma obra bastante prolífica e original. Escreveu mais de vinte e cinco textos: “Le Pays Lointain”, “J´étais dans ma maison et j’attendais que la pluie vienne”, “Nous, les héros”, “Apenas o Fim do Mundo” e “História de Amor (Últimos Capítulos)”.***

SEDE TEATRO DA VERTIGEM

Rua 13 de Maio, 240, 1º Andar. Bela Vista, São Paulo, SP. (mapa)
Telefone: 3255-2713.

Por Darlene Carvalho

*** (Release de Márcia Marques, Canal Aberto)

Fotos: Edu Marim


DOIS DIAS DE “VIRA CULTURA” — 28/11/08 e 29/11/08

In Agenda Cultural, Agenda de Shows, Arte, Autógrafo, Bem Barato, Cinema, Dança, Grátis, Infantil, Literatura, Música, Palestra, Quadrinhos, Teatro, concerto, sarau on 28 Novembro, 2008 at 1:42 am

Maldade é não poder acordar às 9h nesta sexta-feira com os pés na Avenida Paulista e ouvidos sintonizados com a música especialmente vinda do grupo Queentet Jazz, citado por Sam Shiraishi. Assista-os abaixo:

Eles estarão na Livraria Cultura do Conjunto Nacional abrindo a programação do Vira Cultura que começa hoje, 28/11/08, às 9h e estende-se até às 22h de 29/11/08. Dois dias consecutivos de muita música, teatro, literatura, cinema, dança e espetáculos para o público infantil também. Acesse a programação completa aqui.

Grana? Para quê? A maioria dos eventos são gratuitos, exceto as peças “A Alma Imoral” e “Peter Pan e Wendy”, mas terão preços populares em sessões extras. Se for de carro, saiba que o Estapar do Conjunto Nacional será gratuito a partir das 22h de hoje, sexta-feira, até às 6h do dia 29. Durante a madrugada, pode esbaldar-se com café expresso a R$ 0,99 servido pelo V. Café. Muito bom!

EVENTOS IMPERDÍVEIS

  • Música: o Queentet Jazz às 9h, 28/11/08;
  • Teatro: A Alma Imoral, 23h30, 28/11/08, R$ 10 — ingressos à venda apenas no dia do espetáculo;
  • Cinema: Filmes de Arte, 4h e 5h, 29/11/08;
  • Atividade Infantil: Oficina de Lego, 10h, 29/11/08;
  • Música: Camerata Fukuda, 14h, 29/11/08
  • Literatura:Debate sobre HQ com Laerte, Rafael Grampá, Gabriel Bá, Fábio Moon e Rafael Coutinho, às 15h, 29/11/08;
  • Teatro Infantil: Peter Pan e Wendy, 16h, 29/11/08, R$ 10 — ingressos à venda apenas no dia do espetáculo;
  • Atividade Infantil: Trem Dr. Sabe-Tudo, 17h30, 29/11/08;
  • Teatro: Leitura Dramática da obra “Os irmãos Karamázov” de Dostoiévski, 19h, 29/11/08.

Preciso comentar que acho uma pena os filmes de arte serem exibidos a esse horário da madrugada. Aja olho e disposição pra não dormir, minha gente! Uma judiação só… Tomara que tenha um povo bem animado lá pra lotar a sessão e aproveitar de verdade.

LIVRARIA CULTURA CONJUNTO NACIONAL
Av. Paulista, 2073 – São Paulo/SP — próxima à estação do metrô Consolação.

Por Darlene Carvalho

LEITURAS DRAMÁTICAS GRATUITAS NO SESC AVENIDA PAULISTA

In Agenda Cultural, Grátis, Teatro on 25 Novembro, 2008 at 1:07 pm

Desde o dia 11 de Novembro, toda terça-feira às 22h no SESC Avenida Paulista acontece o CICLO LEITURAS DRAMÁTICAS — COMÉDIAS INGLESAS. Essa programação estende-se até o dia 02 de Dezembro. A entrada é franca e não recomendado para pessoas que tenham menos de 14 anos de idade.

Dois textos já foram lidos, faltam dois para completar o ciclo. Veja a programação em detalhes, de acordo com a agenda publicada no Guia de Cidades (São Paulo) do Terra:

25/11/08

A Estufa

É uma farsa negra sobre a loucura, a paranóia, a luxúria, a cobiça e a suspeita que pairam sobre um hospício estatal, em que os doentes são codificados e abusados física, sexual e emocionalmente, o corpo administrativo é desumanizante, e acaba por ser chacinado. Uma mistura estranha de risos e arrepios. Uma peça essencialmente sobre o abuso da autoridade.
Texto: Harold Pinter
Tradução e direção: Alexandre Tenório
Elenco: Eduardo Guimarães, Marcelo Diaz, Marco Aurélio Campos, Marcos Cesana, Regina França e Roney Facchini.

02/12/08

Black Comedy

O texto conta a história de Marcos (Brindesly Miller), artista plástico jovem e talentoso. Na noite em que acontece a história ele terá a chance da sua vida: será visitado por um marchand milionário e pelo coronel Melquíades, pai de sua noiva. Só que a queima de um fusível gera um longo blecaute e, para completar a confusão, entram em cena uma vizinha solteirona, a ex-namorada do dono da casa e um técnico da comissão elétrica.Texto: Peter Shaffer
Tradução e direção: Jô Soares
Elenco: Alexandre Tenório, Denise Del Vecchio, Francarlos Reis, Gustavo Machado, Jô Soares, Lavínia Pannunzio, Pedro Vicente, Regina França e Roney Facchini.

SESC Avenida Paulista
Avenida Paulista, 119.

Por Darlene Carvalho

GRÁTIS: LETRAS EM CENA NO MASP

In Grátis, Idéias, Teatro on 2 Junho, 2008 at 4:03 pm

Este é o terceiro ano de realização do LETRAS EM CENA que foi criado com a intenção de promover a leitura de peças teatrais, contos, poesias, cartas, entre outros, utilizando o Grande Auditório do MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand). Acontece sempre às segundas-feiras, 19h30, com entrada franca. Leia mais sobre o projeto aqui

Hoje, 02 de Junho, a vez da leitura dramática do texto RAINHA DO BAILE de Nilza Amaral, com: Ana Carolina Godoy, Guilherme Gorski, Marcela Alves, Paulo Marcello e direção de Ruy Filho. Garanta seu ingresso antecipadamente!


Guilherme Gorski, ator presente no Letras em Cena de hoje, 02/06. Foto encontrada nos arquivos da Globo.

Veja aqui a programação do mês de Junho e, se preferir, cadastre-se no site para receber as novidades do LETRAS EM CENA por email.

Por Darlene Carvalho

DRAMATURGIAS NO CCBB: LEITURAS DRAMÁTICAS GRATUITAS | 28 de maio, quarta-feira.

In Grátis, Teatro on 28 Maio, 2008 at 7:07 am

A partir das 10h de hoje, dia 28 de Maio, quarta-feira, serão distribuídos ingressos gratuitamente para a apresentação teatral no Centro Cultural Banco do Brasil que acontece às 19h30.  Essa peça faz parte do Programa Dramaturgias que faz homenagem aos grandes atores da cena nacional. Dessa vez, Ana Lúcia Torres e Eduardo Moscovis  são os homenageados que farão a leitura de Norma, espetáculo de Tonio Carvalho e Dora Castellar. Veja aqui a sinopse da leitura.


Eduardo Moscovis. Foto encontrada no Banco de Imagens da Agência O Globo.

O CCBB fica próximo à Praça da Sé, Caixa Cultural, estações São Bento e Sé do metrô, à Rua Álvares Penteado nº 112. Fone: 3113-3651.

Por Darlene Carvalho. Valeu Flávia!

LEITURAS DRAMÁTICAS NA CAIXA CULTURAL

In Grátis, Teatro on 4 Dezembro, 2007 at 5:19 pm

Encerra hoje o Caixa Cênica, com a leitura de Rei Lear do Shakespeare, às 19h.

Quer prestigiar? Será no Grande Salão da Caixa Cultural, localizada em frente à Praça da Sé, 111, centro de São Paulo. Previsão de término às 21h. Entrada Franca! Para mais informações, ligue 33214400.

Por Darlene Carvalho, direto da Caixa Cultural.

LETRAS EM CENA (29/10/07)

In Agenda Cultural, Grátis, Teatro on 29 Outubro, 2007 at 5:55 am

Leituras Dramáticas toda segunda-feira, sempre às 19h30, no Grande Auditório do Masp. Entrada Franca. Clique aqui e reserve sua senha!

INÚTIL PAISAGEM

Médicos e místicos sempre procuraram explicar e interferir no final da vida. A ciência soluciona cada vez mais rápido problemas até então indecifráveis. Através dos tempos, temas como a imortalidade e a ressurreição tem sido exaustivamente discutidos pela religião, literatura e ciência. Há ainda a questão sobre o prisma ético: até que ponto podemos intervir em questões consideradas divinas para certas culturas, ou seja, decisões apenas cabíveis a um Deus onipotente e onipresente?

Deter a morte o maior tempo possível: essa é a premissa a ser alcançada pelos cientistas que tem como paciente o Senhor Valdemar. Evitando o inevitável, o resultado é imprevisível: o cobaio ressuscita, sua mente continua a funcionar, mas seu corpo apodrece.

Esse é o fio condutor de nossa história, que durante seu decorrer nos apresenta discussões sobre a ética na ciência e a elucubração do desconhecido.

Um tema que sempre encanta a humanidade: a morte e o que será depois dela, tratado com humor negro e ácido em uma farsa niilista com tintas pesadas do mestre Edgar Alan Poe.

Texto e direção de Bruno Costa
Elenco Felipe Kannenberg, Miro Rizzo, Charles Paraventi, Marcelo Galdino, Marcelo Laham, Ivan Capua e Vadim Nikitin.

O Autor

Bruno Costa é ator, diretor e dramaturgo. Estudou com Antunes Filho, trabalhou com José Wilker, José Possi Neto e Rubens Rushe, além de nomes como Mário Bortolotto e Roberto Alvim. Formado em Jornalismo pela PUC-MG, em l990, apresentou, em 2000, o Projeto Vitrine MPB, coordenado pela cantora Olívia Bygton, com grandes nomes da MPB, tais como Zélia Duncan, Luiz Melodia, Jorge Benjor, Adriana Calcanhoto e vários outros.

É bom consultar o site do Projeto Letras em Cena antes de encaminhar-se para o espetáculo, para ter certeza da programação, que pode ser alterada a qualquer momento.

Por Darlene Carvalho

LETRAS EM CENA (17/09/07)

In Agenda Cultural, Grátis, Teatro on 17 Setembro, 2007 at 10:15 am

Projeto Letras em Cena — Hoje, leitura dramática às 19h30, no MASP. Grátis! Sem essa de madrugar para conseguir um lugar! Reserve sua senha, clicando aqui.

SHAKE-SHAKE BUM- BUM: HUMANOS, MAS SEM DIREITOS

De Giovanna Quaglia
Direção de Geraldine Quaglia

Com Daniel Machado, Fernanda Feher, Liz Reis e Valdemar Dias
Rubricas: Pamela Wendy e Adriano Bedin.

Abertura:
Isabel Chavarri
Identidade Oculta Cia Teatral
lendo Irmãos, de Luís Fernando Veríssimo. Elenco: Paulo Henrique Sant’Anna e Gil Flávio Rosa (Integrantes do Projeto Teatro Vocacional da Secretaria Municipal de Cultura)

Sinopse:

O espetáculo coloca em cena Mano, Menina, Cara e Tchuchuca, quatro jovens de classe média, que vivem em um grande centro urbano do país. A encenação se inicia no final do ano e o espetáculo transcorre pelo ano seguinte. Os quatro são amigos, idealistas, sonhadores, alegres, estão vivendo a virada do milênio, época de reflexão e esperança, porém inseridos em um mundo em que imagem e realidade se misturam em uma sociedade de aparências, consumista e instantânea, que situa como motores da vida a busca do prazer e o individualismo.

Trazendo para a encenação a reflexão sobre as drogas na atualidade, é levantada como problemática a dependência as drogas. A dependência como o que aprisiona, coloca limites, retira opções, cria necessidades. Contrapondo-se a esse conceito temos a liberdade, que possibilita um sentimento de não haver limites, que permite optar, fazer escolhas. Assim as cenas são divididas, ilustrando momentos da vida desses jovens entre liberdade e dependência.

· Jovens Livres
· Jovens amigos
· Jovens sonhadores
· Jovens curiosos
· Jovens seduzidos
· Jovens insistentes
· Jovens compulsivos
· Jovens dependentes

Essas cenas vão focando os direitos humanos como pontos de referência na vida desses jovens. Nesse contexto vai surgindo uma angústia de destruição, delinqüência, perda de valores, uma degradação e a auto-violação dos sonhos idealistas do início.

O texto termina com uma voz em Off para a Declaração Universal dos Direitos Humanos e no telão vemos várias imagens da sociedade de hoje . Read the rest of this entry »

LETRAS EM CENA: O AMANTE (27/08/07)

In Agenda Cultural, Grátis, Teatro on 27 Agosto, 2007 at 1:45 pm

Esta leitura faz parte do projeto Letras em Cena. Sempre às segundas-feiras, 19h30, no MASP. Entrada Franca. Clique aqui para reservar sua senha. Retire-a meia hora antes de começar o espetáculo.

De Harold Pinter
Direção de Marcelo Lazzaratto
Com Gisele Petty, Otávio Martins e Fabrício Licursi
Abertura com o escritor e poeta Rodrigo Capella

O texto “O Amante” de Harold Pinter, prêmio Nobel de Literatura 2005, apresenta provocações à cerca de um casamento. São duas personagens envolvidas em uma trama familiar, no qual a ambigüidade de seus diálogos e ações gera um enredo instigante e altamente reflexivo.

Sarah e Richard são compostos à maneira do autor, despidos de biografia ou trajetória definida. É, portanto, o que dizem e o que fazem os maiores objetos desencadeadores de conflitos dramáticos.

Por trás da aparente normalidade, e da pretensão dessas personagens em pensarem que controlam as suas vidas, esconde-se uma tensão e amargura, que acaba por instaurar um autêntico ambiente de irracionalidade, acentuado por seus diálogos e atos imprevisíveis.

Um dos propósitos de Pinter, ao trazer à cena a intimidade e a família, é questionar a aparente estabilidade de organizações e instituições, discutir questões que, partem da dimensão íntima contida nas relações de um casal, e que atingem uma reflexão ampla frente a condutas sociais, de caráter coletivo.

A temática que o autor traz à cena, e que também compõe o texto O Amante, envolvem: jogos de poder e dominação, mentira, ironia, perversão, traição, amor. São as paixões humanas, que conduzem o público a uma reflexão inevitável sobre suas próprias condutas.

O autor:

Nascido em 1930, Harold Pinter começou por ser ator (com o nome David Baron) e em 1957 escreveu a sua primeira peça, THE ROOM. Autor fundamental do teatro contemporâneo, encenou e representou em algumas das suas mais de trinta peças, que foram traduzidas e encenadas por todo o mundo. Escreveu também para rádio, televisão e cinema.

LETRAS EM CENA: MONÓLOGOS DA MARIJUANA (13/08/07)

In Agenda Cultural, Grátis, Teatro on 13 Agosto, 2007 at 8:53 am

O PROJETO LETRAS EM CENA ACONTECE ÀS SEGUNDAS-FEIRAS, ÀS 19H30, NO AUDITÓRIO DO MASP, E A ENTRADA É FRANCA. Reserve sua senha.

MONÓLOGOS DA MARIJUANA

DeArj Barker, Doug Benson e Tony Camin
Tradução e adaptação do escritor Reinaldo Moraes
Direção de Ângela Dip
Com Ana Liz Fernandes, Fabek Capreri e Sergio Guizé

Sinopse:

“É fácil parar de fumar maconha. Difícil é arrumar um bom motivo pra isso.” É o que afirma na cara dura um dos três impagáveis monologadores da marijuana na peça de Arj Barker, Doug Benson e Tony Camin, Marijuana-Logues, que parodia descarada e deliciosamente os famosos “Monólogos da Vagina”.

Os três jovens atores-autores americanos estouraram em 2004 no circuito off-Broadway novaiorquino – aquele mesmo que deu origem à expressão off-Broadway – com esta coleção de preciosas abobrinhas tiradas das lendas e parlendas que cercam a erva maldita, deixando público e crítica literalmente chapados. A peça, viajandona que só ela, foi encenada em muitos lugares do mundo, inclusive na Argentina, elevando sensivelmente o consumo de alfajores naquele país.

A montagem brasileira, Monólogos da Marijuana, com tradução e adaptação do escritor Reinaldo Moraes, é assinada por Ângela Dip, e interpretada por Ana Liz Fernandes, Fabek Capreri e Sergio Guizé, é de fazer a cabeça de qualquer um que não tiver explodido a sua própria de tanto rir durante a peça. Dois homens e uma mulher, sentados em meras banquetas, tentam elucidar e ilustrar o mundo dos maconheiros, com a cabeça supostamente trabalhada cheia da própria. Por incrível que pareça, isso vira um espetáculo verdadeiramente inesquecível, especialmente para quem não fuma maconha. Quem fuma se lembrará pelo menos de ter tido ruidosos acessos de riso e alguma incontinência urinária.

Sob a falsa aparência de uma apologia ao uso da cannabis, o texto, devidamente adaptado à terra do “em se plantando tudo dá,” extrai um humor pirado e sarcástico das situações clássicas vividas pelo consumidor da velha diamba. Dificilmente alguém tentará reproduzir em casa as experiências lunáticas de Liz, Tony e Douglas, esses verdadeiros clowns becketianos que esculhambam com tudo que cerca a maconha – inclusive a si mesmos.

Estão lá as chamadas “marcadas” por distração, esquecimento, fissura ou profunda preguiça mental-corporal. Está lá o atrito com repressão, tramado em tintas cômicas, porém pegajosas de realidade. Lá está lá o contraste com o mundo “careta”, no qual as pessoas trabalham, têm responsabilidades e precisam estar espertas para sobreviver. Estão também outras coisas que não conseguimos lembrar agora. (Cof!-cof!)

Mas, principalmente, está lá o humor debochado e nonsense que fará o público entrar em órbita, ou ao menos a parte dele que já não estiver sob gravidade zero. Read the rest of this entry »

LETRAS EM CENA: A QUARTA IRMà(06/08/07)

In Grátis, Literatura, Teatro on 6 Agosto, 2007 at 12:41 am

Letras em Cena acontece em todas as segundas-feiras no MASP às 19h30. É de graça e você nem precisa ficar esperando em fila nenhuma, basta clicar aqui para reservar a sua senha, chegue 15 minutos antes de começar. Pronto! Se nunca foi, experimente! Abaixo, a sinopse da leitura dramática de hoje:

A Quarta Irmã , do polonês Janus Giowacki, foi escrita em 2000 e tem como pano de fundo a decadência e a barbárie que afloram na sociedade russa contemporânea, depois do desmoronamento do socialismo soviético. A peça dialoga parodicamente com o desencanto do universo tchekhoviano de “ As Três Irmãs”.  Seus personagens ou aspiram viver num mundo melhor, ou têm saudades de um passado que na verdade também foi medíocre. O embate destes personagens corrompidos e amorais gera um humor negro e um lirismo exasperado que nós também, habitantes de um “terceiro mundo”, tão bem conhecemos. Giowacki trabalha no teatro o mesmo universo que o cineasta iugoslavo Kusturica retrata em seu filmes.

O autor

Janusz Glowacki é autor muito conhecido em sua terra, a Polônia. Entre suas obras, destacam-se “ Cudzolodtwo Ukarane” (1972), “ Chop” (1976), “ Fútbol” (1977), “ La Cenicienta” (1979) e “ Antígona en Nueva York” (1992), com a qual obteve grande êxito. Ganhador dos prêmios “ Fundación Jurzykowski” (1995), e “ National Endowment for the Arts Playwright Fellowship” (1988), além de “ Drama League de Nueva York” (1987). No Brasil, ainda é pouco conhecido, praticamente inédito, mas sua dramaturgia vai fundo no ajuste de contas e na crueldade das relações humanas.

De Janusz Glowacki
Tradução de Clara Carvalho e Reinaldo Mesquita
Direção de Eduardo Tolentino de Araújo
Com Bárbara Paz, Clara Carvalho, Chris Couto, Fernando Paz, Cacá Amaral, Lilian Blanc, Riba Carlovitch, Guilherme Lopez, Sérgio Mastropasqua, Fernão, André Garolli e Tony Giusti
Abertura com participação de Ricardo Ruiz lendo poema de autoria própria

Onde?

MASP (ao lado da estação de metrô Trianon-Masp)

Por Darlene Carvalho

LETRAS EM CENA: TU NUNCA SERÁS LIVERPOOL (30/07/07)

In Agenda Cultural, Grátis, Teatro on 29 Julho, 2007 at 1:34 am

PROJETO LETRAS EM CENA | Reserve sua senha, clicando aqui.

Este projeto acontece sempre às segundas-feiras, 19h30, no MASP.

De Paulo Henrique Pessoa. Direção de Xico Abreu. Leitura de Rubrica de Nyrce Lezyn. Com Tania Alves, Vera Setta, Fernando Assis, Xico Abreu, Lívia Izar e Chico Carvalho.

A abertura com o ator Stefanni Marion lendo “A Febre”, de Sylvia Plath e Ted Hughes e Luísa Helene lendo “Roda Entre Paredes”, de Sandra Ciccone Ginez.

O ex-Prefeito da cidade de Manaus e ex-Ministro das Relações Exteriores, Romualdo Di Capri, está passando por maus bocados quando detalhes de sua vida íntima e profissional podem vir à tona graças à personalidade mau caráter de seu assessor e braço direito Mário Jorge Gonçalves. Num grande virar de mesas, Mário Jorge ameaça tornar público todas as falcatruas do patrão, caso não consiga o que deseja. O timing não poderia ser pior para Romualdo, que ao mesmo tempo em que retorna a capital do Amazonas, almeja obstinadamente o cargo para governador, usufruindo de sua atual cotação com a alta sociedade local, conseguida através do lobby de sua esposa socialite Rita Di Capri, uma perua do visual descombinado que deseja todos os holofotes com a inauguração de seu novo apartamento em um prédio luxuoso na orla da Ponta Negra. Em meio à situação, Franca, mãe de Rita, aproveita o retorno de sua filha e genro à cidade para usufruir do estilo de vida ao qual havia deixado de se refestelar a anos com a morte prematura de seu marido deputado, vindo a morrer na miséria graças a sua suposta honestidade.

Tudo começa quando Rita, alheia aos acontecimentos à sua volta, assina uns documentos que podem vir a incriminar seu marido. Enlouquecido com a alienação da mulher, Romualdo tenta comprar meio mundo, inclusive Mário Jorge, para poder sair do alvo de uma possível CPI e garantir o lançamento de sua candidatura oficial. A família, derrubada à categoria de golpistas, transformam o apartamento numa verdadeira trincheira de armadilhas, lidando uns com os outros como se lutassem pela sobrevivência numa selva qualquer. Não sem antes… Garantir o seu quinhão.

Apresentação:

Costuma-se dizer por aquelas bandas do Norte de que a cidade de Manaus seria um lugar inabitável graças ao seu calor escaldante, causador primordial do minuto de baré leseira ao nativo. A brincadeira soa pedante e infelizmente deixa de comentar elementos piores que não deixam de assolar o local. Entre facínoras e bon vivants pertencentes aos círculos sociais mais influentes, a cidade vai se construído com base na máxima brasileira de que aqui é tudo “no pessoal”, embora exista a predominância de um discurso contrário.

O texto, escrito como um expectorante num desejo já antigo de criar este relato cômico acerca do tema ganhou mais fôlego graças a atual visibilidade mundial em torno da Amazônia, renegada desde o fim dos áureos tempos da borracha. Intitulada de “Terra de Ninguém” por muitos, talvez ainda influenciados pela política do Tratado de Tordesilhas, a floresta entra no cerne da discussão através da verve alucinada de uma família de políticos locais, fazendo o público rir desses representantes, ao mesmo tempo fazendo-os relembrar da imensidão deste país, numa reflexão sobre o quanto de miserabilidade e roubalheira desconhecida existem em regiões as quais a imprensa não entra (ou é impedida de entrar).

Tu Nunca Serás Liverpool brinca com a inferioridade do brasileiro, outorgada por ele próprio, num país impune em que a vontade de ser o outro, infelizmente, sempre lhe foi cara. Sendo desta vez, a nossa grama indiscutivelmente mais verde que a do vizinho.

O Autor:

Manauense, vivendo em São Paulo, Paulo Henrique Pessoa cursa há quatro anos Comunicação Social com habilitação em Rádio & Televisão na Universidade Cásper Líbero. Já tendo cursado A Poética Aristotélica com o roteirista americano Adrian Steinway, e roteiros para comédias de televisão com Maria Carmem Barbosa, possui em seu currículo duas peças teatrais em fase de captação no Rio de Janeiro. Também criou a escaleta, em parceria com Newton Canitto (Redator chefe de Cidade dos Homens) para o roteiro do longa metragem baseado na peça de Juca de Oliveira “Qualquer Gato Vira-lata tem uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa” . Atualmente, dedica-se ao roteiro cinematográfico da comédia “Carmem Miranda: Com Bananas na Cabeça” .

*Release: Letras em Cena

A GALERIA OLIDO ESTÁ LINDA DEMAIS!

In Agenda Cultural, Arte, AudioVisual, Cinema, Dança, Exposição, Filmes, Fotografia, Galeria, Grátis, Idéias, Música, Teatro, Vídeo on 7 Fevereiro, 2005 at 12:00 am

Percebam a minha empolgação a partir do título deste post, a Galeria Olido! Bem, não é nenhuma novidade eu daquele lugar com a maior alegria do mundo! Gosto do local, das repartições, do que se pode ver lá, como exposições, filmes, teatro, dança e até vesperais líricas (Óh! Que saudade que me deu agora!) e, pra quem não sabe, muita coisa acontece sem que você tenha de desembolsar uma grana! Cinema então… à vontade! Uma beleza para os apaixonados pela sétima arte!

PROJETO ESPECIAL TEATRO DA VERTIGEM

E ontem, dei uma passadinha lá para pegar a programação deste mês, e deparei-me com grandes lençóis brancos pendendo do teto, tanto na entrada pela São João, quanto por aquela ruazinha do lado (Como chama-se mesmo? Não lembro! Pronto, achei no Guia Mais. É a Rua D. José de Barros!), que foi por onde cheguei. Fiquei super curiosa! O vento fazendo com que aqueles tecidos longos dançassem o tempo todo! E neles, projetados imagens do Teatro da Vertigem (tive o prazer enorme de presenciar a leitura dramática feita por alguns integrantes do grupo, na companhia de três amigos muito queridos). E não era só isso! Há muitas mesas expositivas espalhadas pelos corredores, contendo livros, anotações, textos teatrais, depoimentos, ingressos, fotografias (tenho que olhar de novo pra ver se não me escapou alguma coisa!) relacionados às peças apresentadas pelo grupo Teatro da Vertigem. E tem mais!!! Um vídeo produzido a partir das apresentações de quatro peças (Fizeram sucesso! Só eu que não vi… Saco!), são elas: Apocalipse, O Livro de Jó, Paraíso Perdido e BR-3. Realmente, eles são muito bons! Vale a pena conferir, povo! Sabe até quando vocês poderão ver? Deixa eu olhar meu livrinho aqui… Até o dia primeiro (01) de Abril, de graça!

Ah! A leitura dramática História de Amor – Últimos capítulos está rolando! Poderão assistir nos dias 12,13,14,21,26,27 e 28 de Fevereiro. Sobre o quê? Vou colocar aqui, na íntegra, a sinopse divulgada no livrinho da Galeria Olido:

“Leitura encenada do último texto do dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce, prematuramente falecido aos 39 anos de idade. O texto trata de um encontro de um casal com um outro homem, com o qual ambos tiveram uma história de amor.”

De graça, gente! De segunda a quarta, às 19h e 20h30, na Sala Paissandu. E para não correr o risco de perder a oportunidade de ver estes excelentes atores e apreciar um belo espetáculo, tem que chegar mais cedo pra pegar os ingressos. É verdade! Muita gente está indo assistir! Uma loucura!

Atenção! Excepcionalmente nos dias 2, 3 e 4 (sexta, sábado e domingo) o grupo se apresentará na Sala Olido, às 19h e às 20h30.

Sacanagem! Esqueci de dizer onde fica, pô!

GALERIA OLIDO
Avenida São João, 473 – Centro – São Paulo – SP. Tel. 3331-8399.

Agora sim! Tá esperando o quê?

 Por Darlene Carvalho.