MOSTRA DE FILMES DO INGMAR BERGMAN NA CINEMATECA | 1 A 9 DE SETEMBRO

Ingmar Bergman nasceu na cidade de Upsala, Suécia, em 1918. Filho de um pastor autoritário, teve a infância marcada pela educação religiosa. Bergman cedo manifestou o gosto pelo espetáculo. Aos 9 anos, trocou seus soldados de chumbo por um projetor doméstico de filmes. Mais tarde, fabricou sozinho um teatro de marionetes para promover apresentações familiares. Depois dos estudos na universidade, dirige um grupo de teatro amador e monta, em 1938, sua primeira peça. Em 1945, depois de experiências como roteirista da Svensk Filmindustri, uma das principais companhias produtoras da indústria cinematográfica nórdica, dirige seu primeiro filme, Crise (Kris). Celebrado por cineastas como Jean-Luc Godard e Woody Allen, Bergman forjou um universo formal próprio, em sintonia com a idéia de cinema de autor, marcado por enquadramentos trabalhados, ângulos insólitos de câmera, uso de closes e tomadas de nuvens, lagos e bosques – procedimentos plenamente integrados à psicologia de suas personagens. Tornou-se célebre pelo conjunto de assuntos que filmou obsessivamente – a dúvida religiosa, pecado e culpa, os dramas conjugais e a exaltação do caráter feminino – e pelas parcerias que manteve com profissionais como o fotógrafo Sven Nykvist e, sobretudo, com belas mulheres como as atrizes Liv Ulmann, Bibi Andersson e Harriet Andersson. Ingmar Bergman faleceu no dia 30 de julho de 2007. Ao longo de sua rica trajetória artística, dirigiu 54 filmes, entre títulos feitos para o cinema e para a televisão, e 126 peças teatrais, além de ter mantido uma intensa carreira como dramaturgo. A Cinemateca Brasileira exibe 11 títulos de sua extensa carreira, incluindo alguns clássicos como Morangos silvestres, O sétimo selo, Gritos e sussurros, A fonte da donzela e seu último trabalho, Saraband, inédito no circuito comercial.  

SALA CINEMATECA / PETROBRAS
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana -próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: 3512-6111 (ramal 210) / 3512-6101 

Ingressos:  R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

                  Exibições em DVD com entrada franca

Atenção: Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Escolas Públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

Confira a programação, clique

01/09 – sábado

15h30

Saraband

18h00

Cenas de um casamento

21h10

Gritos e sussurros

02/09 – domingo

15h00

Da vida das marionetes

17h00

A fonte da donzela

19h00

Gritos e sussurros

21h00

Morangos silvestres

05/09 – quarta

17h00

O silêncio

19h00

Uma lição de amor

21h00

O ovo da serpente

06/09 – quinta

17h00

O sétimo selo

19h00

A fonte da donzela

21h00

A flauta mágica

07/09 – sexta

14h30

Saraband

17h00

Uma lição de amor

19h00

O ovo da serpente

21h15

Morangos silvestres

08/09 – sábado

15h30

A flauta mágica

18h00

CURTA CINEMATECA

19h30
O silêncio

21h20

Da vida das marionetes

09/09 – domingo

14h00

Cenas de um casamento

17h00

O sétimo selo

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

Cenas de um casamento (Scener ur ett äktenskap), de Ingmar Bergman

Suécia, 1973, 35mm, cor, 167’

Liv Ullmann, Bibi Andersson, Erland Josephson, Jan Malmsjö

Versão para cinema da minissérie de TV dirigida por Bergman, originalmente rodada em 16mm. Muitos críticos reconheceram neste filme ecos da vida amorosa do diretor. Liv Ullmann e Erland Josephson interpretam o casal Marianne e Johan, personagens emblemáticas dos filmes de Bergman, dedicados à análise da vida conjugal. 

Da vida das marionetes (Aus dem leben der marionetten), de Ingmar Bergman

Suécia/Alemanha, 1980, 35mm, pb/cor, 104’

Robert Atzorn, Heinz Bennent, Martin Benrath, Toni Berger

Realizado durante o exílio de Bergman na Alemanha, o filme reúne um dos casais de Cenas de um casamento. A fotografia de Sven Nykvist exerce primorosa função dramática neste filme que recompõe, numa narrativa não-linear, os motivos que levaram um homem a cometer um assassinato.

A flauta mágica (Trollflöjten), de Ingmar Bergman

Suécia, 1975, 35mm, cor, 135’

Josef Köstlinger, Irma Urrila, Britt-Marie Aruhn, Ingmar Bergman

Recriação cinematográfica da famosa ópera de Mozart. O filme mantém o delicado equilíbrio entre composição musical, encenação e imagens tipicamente bergmanianas. Em A flauta mágica, o cineasta renovou temas caros à sua obra como a dúvida religiosa, os problemas conjugais e a exaltação do caráter feminino. Neste bem-sucedido “filme-ópera”, um jovem tenta resgatar uma bela princesa das garras do pai.

A fonte da donzela (Jungfrukällan), de Ingmar Bergman

Suécia, 1960, 35mm, pb, 89’

Max Von Sydow, Birgitta Valberg, Gunnel Lindblom, Birgitta Pettersson

Bergman retorna à Idade Média, fascinado, como em O sétimo selo, por seu imaginário, seus contrastes e excessos. Baseado em uma lenda medieval, narra a história de uma jovem, filha de cristãos fervorosos, violentada e morta por pastores.

Gritos e sussurros (Viskningar och rop), de Ingmar Bergman

Suécia, 1972, 35mm, cor, 106’

Liv Ullmann, Ingrid Thulin, Harriet Andersson, Kari Sylwan

Um dos mais bem acabados filmes do diretor. Novamente, o trabalho de Sven Nykvist marca este drama intimista onde sobressaem-se rostos femininos. Gritos e sussurros dialoga com o universo das peças de Tchékhov ao mergulhar sua narrativa no seio de uma burguesia em decadência. Numa casa de campo, uma mulher à beira da morte recebe os cuidados de suas duas irmãs e de uma dedicada empregada.

Uma lição de amor (En lektion i kärlek), de Ingmar Bergman

Suécia, 1954, 35mm, pb, 96’                                     

Eva Dahlbeck, Gunnar Björnstrand, Yvonne Lombard, Harriet Andersson

Em Uma lição de amor, Bergman se utiliza de influências das antigas comédias mudas de Mauritz Stiller e dos filmes americanos de Ernest Lubitsch. Toda a história é contada em flash-backs e a maior parte da ação se passa dentro de um trem, onde um médico e sua antiga esposa reencontram-se para, juntos, relembrar o relacionamento que tiveram.

Morangos silvestres (Smultronstället), de Ingmar Bergman

Suécia, 1957, 35mm, pb, 91’

Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand

A caminho de uma cerimônia de premiação numa universidade, um médico é assediado por situações e personagens que o conduzem a um mergulho em sua vida pregressa. Narrativa memorialista protagonizada por uma das figuras mais consagradas do cinema sueco, Victor Sjöström.

O ovo da serpente (The serpent’s egg), de Ingmar Bergman

Estados Unidos/Alemanha, 1977, 35mm, cor, 120’

David Carradine, Liv Ullmann, Heinz Bennent, Isolde Barth

Por este filme, Bergman foi acusado pela crítica de ter abandonado seus temas em favor de um cinema de grande público. Produzido pelo renomado Dino De Laurentis, O ovo da serpente foi um fiasco de bilheteria. Em 1923, na Berlim decadente do pós-Primeira Guerra, um trapezista americano apaixona-se por uma cantora de cabaré.

O sétimo selo (Det sjunde inseglet), de Ingmar Bergman

Suécia, 1957, 35mm, pb, 96’

Max Von Sydow, Bengt Ekerot, Bibi Andersson, Gunnar Björnstrand

Produção modesta, quase inteiramente rodada em estúdio. Seu roteiro foi escrito a partir de uma peça que Bergman montou quando ministrava aulas numa escola de teatro.  Além da peça, o autor também inspirou-se em Carmina Burana, famosa cantata de Carl Orff, baseada em canções de viajantes medievais que percorreram a Europa nos anos da peste negra. Aqui, um cavaleiro, interpretado por Max Von Sydow, retorna das Cruzadas e depara-se com o horror da peste.

O silêncio (Tystnaden), de Ingmar Bergman

Suécia, 1963, 35mm, pb, 96’

Ingrid Thulin, Gunnel Lindblom, Jörgen Lindström, Birger Malmsten

Último dos três filmes que compõem a Trilogia do silêncio, formada ainda por Através de um espelho (1961) e Luz de inverno (1962). Neste filme, os diálogos são restritamente utilizados em favor das imagens pontuadas por músicas de Bach. Duas irmãs e um menino, filho de uma delas, viajam para a Suécia. Durante a jornada, hospedam-se num estranho e deserto hotel.

Saraband (idem), de Ingmar Bergman

Suécia/Itália/Alemanha/Finlândia/Dinamarca, 2003, vídeo, cor, 120’

Liv Ullmann, Erland Josephson, Börje Ahlstedt, Julia Dufvenius

Exibição em DVD

Último filme do diretor, concebido quando Bergman trabalhava na tradução de uma peça de Henrik Ibsen, um de seus autores prediletos. Saraband foi rodado para a TV em vídeo de alta definição. Bergman retoma aqui o casal de Cenas de uma casamento sueco, interpretado por Liv Ullmann e Erland Josephson, e temas caros a seu cinema como a morte, a família e as relações conjugais.

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