+zero no FILE Hipersônica 2008 | Dia 06 de agosto de 2008

Foto de Hector Guinez

Descrever uma apresentação do +zero não é tarefa fácil,  há porém um senso comum: é uma experiência audiovisual. Mas não é só isso. É uma experiência muito pessoal. A minha posso dizer é uma experiência intergalática: é sentir as vibrações, sensações e outros“ões”.
Não sei dizer o que é, mas posso dizer o que não é.
Não é show.
Não é dança.
Não é teatro.
Não é música.

Vídeo Giovani Castelucci

Minha capacidade limita-se apenas a apreciar (e recomendo), capaz de definir só mesmo o grande dominador Napoleão Bonaparte, eis suas sábias palavras acerca do +zero:

+zero do brasil, performance recombinatória sonora visual composta pelos seguintes atos: “o mundo como vontade e como representação”, “matuck entrevista gerson de abreu”, “rivelino toca pra tostão, que passa pra gerson, que abre na ponta para pelé, que chuta pro gol e é goooollll de pelé!” e “experimento 3”.
tal performance dá continuidade a pesquisa que vem sendo desenvolvida pelo +zero há tempos, onde signos são lançados em abismo aberto por aparelhos digitais e se (re)encontram de forma inusitada em plena queda livre. este abismo lúdico não é novo, já que a novidade não interessa ao +zero. a busca pelo novo se mostra ultrapassada na era dos aparelhos recombinantes, onde tudo já virou mercadoria (paradigma marxista) e agora se apresenta novamente como fluxo luminoso, facho radiante de luz (realidade pós-marxista).
os aparelhos emitem luz de diversas formas. situação que configura a era dos aparelhos, que se diferencia da era das máquinas [machines] por ser lúdica e proporcionar o brincar. brincar de permutar símbolos com a luz.
os aparelhos estão a serviço deles próprios, espécie de auto diálogo da mesmice, loop técnico, labirinto cuja chave de acesso e de saída se dá pela confusão reticular causada por camadas sobre camadas. a vertigem é inerente a todo este processo dominístico, já que se trata de dominação por parte de procedimentos de digitalização infinitos.
o que está aqui detalhado surge da necessidade de dar algum tipo de legibilidade, mesmo que precária e provisória, a um mundo onde os aparelhos estão cada vez mais presentes, gerando signos em profusão enorme e a velocidade até então inédita na história da civilização.
de resto, o +zero do brasil é experiência constituída, centralmente, por linguagens híbridas, indices da contemporaneidade. a inspiração para tal perfomance abismática hibridizante surge da observação das obras baironescas, principalmente.
sendo o acima verdadeiro, damos fé.

O +zero irá se apresentar no FILE Hipersônica 2008, um evento dentro FILE 8 milhões de Pixels, que dá ênfase às manifestações musicais, sonoras, visuais e performáticas da arte eletrônica.

Dia 06 de agosto às 20hs.
Teatro Popular do Sesi
Avenida Paulista, 1313 em frente à estação Trianon-Masp
Grátis


Foto: +zero

P.S.: As roupas usadas pelos caras nas apresentações é de arrasar!

Por Ana Flávia Dias

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