FOSCA ESTRÉIA NO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

tumblr_ohro6wzkeg1qcbsbho1_1280

Estréia nesta quarta-feira, 7/12, a última ópera da temporada lírica 2016 do Theatro Municipal de São Paulo: Fosca.

Composta por Carlos Gomes, as récitas acontecem ainda nos dias 8, 10, 11, 13, 15 e 17 de dezembro – de segunda-feira à sábado, a partir das 20h, no domingo, às 17h. Os ingressos variam de R$ 50 a R$ 160, com meia-entrada para todos os setores.

tumblr_ohro6wzkeg1qcbsbho2_1280

A montagem inédita que ganha os palcos do Municipal de São Paulo é de Stefano Poda, que criou o espetáculo exclusivamente para a casa de óperas paulistana. O artista italiano assina a direção cênica, a cenografia, os figurinos, o desenho de luz e a coreografia. Poda também estará esta semana nos cinemas brasileiros – a montagem de Fausto (criação dele para a obra-prima de Goethe) integra o festival Opera na Tela, que traz aos cinemas brasileiros o melhor da temporada lírica europeia recente – mais informações deste Festival no site.

tumblr_ohro6wzkeg1qcbsbho3_1280

Sexta ópera composta por Carlos Gomes, Fosca foi concebida com libreto em italiano (a segunda do autor campineiro). O compositor foi o mais importante autor brasileiro de ópera e o primeiro a ter destaque no meio lírico europeu. Em 2016, celebram-se duas efemérides relacionadas a ele: 180 anos de seu nascimento e 120 anos de sua morte.

Além da direção cênica de Poda, as récitas que entram em cartaz no Municipal tem direção musical de Eduardo Strausser, que rege também a Orquestra Sinfônica Municipal (OSM). O Coro Lírico Municipal, sob regência de Bruno Greco Faccio, e o Balé da Cidade de São Paulo participam da encenação. No papel de Fosca se revezam Nadja Michael e Chiara Taigi. Os papeis principais masculinos ficaram a cargo de Marco Vratogna e Leonardo Neiva (Cambro); Luiz-Ottavio Faria e Łukasz Goliński (Gajolo); e Thiago Arancam e Sung Kyu Park (Paolo).

Stefano Poda
direção, coreografia, iluminação, cenografia e figurinoPara dar à interpretação operística a unidade estética e conceitual de um teatro fundado na totalidade das artes, e visando uma percepção integral, plástica e rica de imagens, Stefano Poda se ocupa das diversas dimensões de suas montagens: direção, cenografia, figurino, iluminação e coreografia.

Em 2014, Stefano Poda assinou a abertura do 77° Festival do Maggio Musicale Fiorentino, com uma nova produção de Tristão e Isolda, de Richard Wagner, sob a regência de Zubin Mehta. Em 2015, concebeu Fausto para o Teatro Regio de Turim (numa coprodução com a Ópera de Israel de Tel Aviv e a Ópera de Lausanne), Otello na Ópera de Budapeste, Nabucco no Teatro Verdi em Trieste, e Andrea Chénier na Ópera Nacional da Coreia. Em 2016, dirigiu Ariodante para a Ópera de Lausanne e O Elixir de Amor para a Ópera Nacional do Reno, em Estrasburgo. Entre suas muitas produções, destacam-se Thaïs no Teatro Regio de Turim, em 2008, gravada pela RAI/Arthaus; Falstaff na Opéra Royal de Wallonie-Liège, em 2009, transmitido ao vivo em 200 cinemas nos EUA e na Europa (RAI/Dynamic); Il Concilio dei Pianeti, de Albinoni, com o Solisti Veneti (Unitel); A Força do Destino, abertura da temporada do Teatro Regio de Parma, em 2011, (Unitel) e do Festival Verdi, em 2014; Il Trittico, de Puccini, no Teatro Colón de Buenos Aires, em 2011; Leggenda no Teatro Regio de Turim e festival MITO, em 2011; Maria Stuarda na Ópera de Graz, em 2012, e na ABAO de Bilbao, em 2013; Il Trovatore para abertura do Festival Herodes Atticus em Atenas, em 2012; Atilla no St.Galler Festspiele, em 2013; Don Carlo na abertura da temporada 2013/14 do Theater Erfurt.

Eduardo Strausser
Direção musical e regência

Desde agosto de 2014, Eduardo Strausser é regente residente do Theatro Municipal de São Paulo. Nesta temporada, Eduardo regeu La Bohème, de Puccini, e Elektra, de Richard Strauss. Em temporadas passadas, Eduardo trabalhou com orquestras como a Kurpfälzischen Kammerorchester, de Mannheim, a Orquestra Sinfônica de Berna, a Südwestdeutsche Philharmonie Konstanz, a Berliner Camerata e o Luzern Festival Strings. Com a Meininger Hofkapelle, regeu A Flauta Mágica, de Mozart.

Este ano, Eduardo fez sua estreia com a Orchestra Filarmonica do Teatro La Fenice, de Veneza, e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e retornará à Berliner Camerata e ao Teatro Verdi, de Padova.

Entre 2012 e 2014, foi diretor artístico e regente da Orchesterverein Wiedikon e da Kammerorchester Kloten, em Zurique.

Nascido em São Paulo, em 1985, Eduardo estudou na Zürcher Hochschule der Künste, onde recebeu com distinção os títulos de mestre e especialista na classe do renomado Professor Johannes Schlaefli. Em 2007, passou o verão em Kürten, Alemanha, onde estudou análise e interpretação com Karlheinz Stockhausen. Participou de masterclasses com Bernard Haitink e David Zinman, na Suíça, e com Kurt Masur, em Nova York. Em 2008, foi selecionado para participar do prestigiado Fórum Internacional de Regentes do Ferienkurse für Neue Musik, em Darmstadt, onde teve a oportunidade de trabalhar com compositores como György Kurtág e Brian Ferneyhough.


O QUÊ? QUANDO?

Fosca

Antonio Carlos Gomes

  • 7/12 – quarta – 20h
  • 8/12 – quinta – 20h
  • 10/12 – sábado – 20h
  • 11/7 – domingo – 17h
  • 13/12 – terça – 20h
  • 15/12 – quinta – 20h
  • 17/12 – sábado – 20h

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Coro Lírico Municipal de São Paulo

Balé da Cidade de São Paulo

Stefano Poda – Direção cênica, Cenografia, Figurinos, Desenho de luz e Coreografia

Eduardo Strausser – Direção musical e regência

Bruno Greco Facio – Regência do Coro Lírico

Fosca – Nadja Michael (7, 10, 13 e 17/12) | Chiara Taigi (8, 11 e 15/12)

Cambro – Marco Vratogna (7, 10, 13 e 17/12) | Leonardo Neiva (8, 11 e 15/12)

Gajolo – Luiz-Ottavio Faria (7, 10, 13 e 17/12) | Łukasz Goliński (8, 11 e 15/12)

Paolo – Thiago Arancam (7, 10, 13 e 17/12) | Sung Kyu Park (8, 11 e 15/12)

Delia – Lina Mendes (7, 10, 13 e 17/12) | Masami Ganev (8, 11 e 15/12)

Michele Giotta – Carlos Eduardo Marcos

Il Doge di Venezia – Murilo Neves

*Programação sujeita a alterações.


QUANTO?

Ingressos: R$ 50 a R$ 160 (meia-entrada para aposentados, maiores de 60 anos, professores da rede pública e estudantes). Capacidade: 1.500 lugares

Bilheteria: 3053-2090 — Compre aqui os ingressos!


ONDE?

Theatro Municipal de São Paulo

Praça Ramos de Azevedo, s/nº – Bilheteria: 3053-2090


Colaboração: Vanessa Beltrão | Publicação: Darlene Carvalho

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO NO THEATRO MUNICIPAL

Duas coreografias foram encomendadas a ex-integrantes do Balé da Cidade de São Paulo: Luiz Fernando Bongiovanni e Maurício Oliveira.

De Luiz Fernando Bongiovanni, Dicotomia nasceu de estudos de filosofia, principalmente dos escritos do grego Aristóteles sobre a essência de cada coisa. Começou a ser desenhada a partir de uma série de idéias opostas, como lento e rápido, horizontal e vertical, luz e escuridão. Em Dicotomia, os bailarinos evoluem em solos, duos, trios e cenas de conjunto marcadas sempre por oposições.

Sobre Khaos, o coreógrafo Maurício Oliveira explica que a idéia de caos é trabalhada “não como algo desorganizado, mas sim como a matéria-prima para a simetria, para a organização”. Na visão do coreógrafo, a lógica que serve de estrutura para o caos está presente em elementos distintos como a sociedade, a maré, o trânsito. “Na coreografia, porém, atenho-me ao caos individual”, diz Oliveira.

Dicotomia e Khaos ficam em cartaz dias 05, 06 e 07 de julho, às 21h, e dia 08 de julho, às 17h. Os ingressos custam de R$ 10 a R$ 15 , e as apresentações acontecem no Theatro Municipal de São Paulo — Pça. Ramos de Azevedo, s/nº, Centro. O telefone da bilheteria do Theatro é:(011) 3222-8698.


Fonte: Idança.Net