O MENINO E O BURRINHO | ATÉ 08 DE JULHO

Baseada em poesias do livro Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles, a peça conta a história do Menino Azul, que decide embarcar numa grande aventura em busca de um burrinho que nunca viu. Com músicas de Heitor Villa-Lobos, Bela Bartók e Pierre Attaingant.

Com Iris Yazbek e Lívia Lisbôa.
Direção: Bia Borin.
Produção da cia. CincoInCena, da Cooperativa Paulista de Teatro e Projeto Bazar.
Recomendada para crianças de 4 a 10 anos. 50 minutos.

+ informações

O MENINO E O BURRINHO

Teatro Aliança Francesa

Depois de uma temporada de sucesso no Centro Cultural São Paulo, no início desse ano, tendo atraído um público de mais de 2000 pessoas, o espetáculo “O MENINO E O BURRINHO”, com texto adaptado de poesias do livro Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles, volta em cartaz a partir de 16 de junho no Teatro Aliança Francesa.

“O MENINO E O BURRINHO” conta a aventura de um menino que parte em busca de um burrinho que ele nunca viu – mas que sabe que será seu amigo. Partindo desse eixo narrativo, baseado no poema “O Menino Azul”, as poesias da autora vão ganhando espaço nas falas dos personagens, de modo natural e encantador.

O espetáculo, do grupo CincoInCena da Cooperativa Paulista de Teatro, surgiu da vontade de falar sobre escolhas. “Quando lembramos do livro Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles, entendemos que queríamos contar uma fábula de coragem”, explica a diretora Bia Borin. “Cecília começou a escrever quando menina e não parou mais. É uma de nossas maiores poetisas e tinha uma preocupação profunda com as crianças”.

Escolher é sempre difícil, é um dos grandes conflitos da humanidade. Não importa se o desafio é comprar apenas uma bola de sorvete (e agora: de que sabor?), se a escolha é entre ficar parado ou sair correndo; ser astronauta ou pescador. Em cada etapa da vida, novas portas surgem – e deixamos para trás antigos caminhos.

Trabalhar com poesias, dar-lhes forma no palco foi também um desafio para o grupo. Os personagens dos versos ganham voz na interpretação das atrizes Lívia Lisbôa e Iris Yazbek – seja uma menina que quer ser bailarina, seja um bicho da fazenda de Chico Bolacha, seja a chuva que encharca a rua trazendo a enchente. Música e ritmo produzido com os objetos e os adereços somam-se aos jogos sonoros das palavras dos poemas de Cecília. Luz e sombra dão contorno aos personagens e histórias. Alguns compositores ilustres embarcaram nesta viagem, criando cenas, dando vida aos personagens, jogando com o ritmo da narrativa. São os músicos Heitor Villa-Lobos, Bela Bartók e Pierre Attaingant, que fazem parte da trilha sonora.

Então, vemos que a poesia tem vários níveis de significação e por isso é tão rica, tão gostosa de ler, de ouvir, dizer, cantar e brincar de teatro. Porque fala de coisa séria de um jeito simples e, como quem não quer nada, nos inicia no grande mistério insolúvel que é tentar entender o mundo, o amor, o medo, o tempo, a solidão e a amizade, a dor e a descoberta da vida.

Texto e direção se unem, portanto, para criar um mundo mais cheio de cor, de imaginação, de fantasia, onde é possível olhar a realidade de uma forma diferente; com olhos de criança (porque qualquer homem carrega dentro de si a criança que foi – e que é); com olhos de poeta.

O ESPETÁCULO

Como uma criança que entra em contato com o teatro pela primeira vez, um andarilho chama a atenção da platéia, tenta conquistar sua simpatia e tornar único este encontro inusitado.

Surpreendido pela memória de um menino estranho, que lhe parece familiar, aos poucos o andarilho vê surgir, através das sombras, o personagem da sua história. Narra, então, as aventuras de um menino que procura um burrinho, esbarrando em medos antigos, conversas do passado, velhas perguntas e amores eternos.

Teatro Aliança Francesa

Rua General Jardim, 182, Vila Buarque,  3017-5684, Metrô República. 
Sábados e Domingos, 16h. R$ 12,00.
Bilheteria: 14h/20h (ter., qua. e sex. a dom.)
Televendas 3188-4148. Estac. (R$ 10,00).  (230 lugares)

Que bacana! Estas informações foram cedidas pela atriz Lívia Lisbôa da cia. CINCOINCENA, da Cooperativa Paulista de Teatro. 

Muito obrigada, Lívia! :)

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