HILDA HILST NO TEATRO DE ARENA

Festival Hilda Hilst no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, pertinho da Praça Roosevelt. Esse festival conta com peças teatrais, shows, cortejo, oficinas e rodas de conversa realizados pela Companhia Barco, com participação de artistas e grupos convidados. O ingresso não tem preço estipulado, contribua com quanto puder/quiser.

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O QUÊ? QUANDO?

Festival Hilda Hilst
De 3 de agosto a 1 de setembro de 2019.

Espetáculos teatrais

Espetáculo em processo: Ensaio da Fantasia
Com a Companhia Barco
Até 1 de setembro.
Sábados, às 20h, e domingos, às 19h
A atividade conta com recurso de acessibilidade (audiodescrição) nos dias 3, 4 e 31 de agosto e 01 de setembro.
Duração: 75 minutos.
Classificação etária: 16 anos.

Livremente inspirado no universo da novela Matamoros (da fantasia), de Hilda Hilst.

Ficha técnica:
Artistas-criadores: Andréia Manfrin, Beatriz Porto, Dante Passarelli, Lucas Leite e Renan Suto | Direção: Criação coletiva | Músico em cena: André Leite

Mostra: Teatrinho Nota Zero
Com artistas convidados
30 de agosto, sexta, às 19h30.

A mostra de cenas curtas é realizada por vários artistas a partir do texto Teatrinho nota zero, que integra a obra Contos d’Escárnio.

Espetáculo convidado: Osmo
Com Donizeti Mazonas (direção de Suzan Damasceno)
22 de agosto. Quinta, às 20h.
Duração: 70 minutos.
Classificação etária: 18 anos.

Osmo, um serial killer com pretensões literárias, está mergulhado na tarefa de escrever sua história quando é interrompido pelo telefonema de uma amiga que o convida para dançar. A partir desse evento, ele inicia um ritual: sair para dançar com uma mulher, fazer amor com ela e depois assassiná-la.

Sussurro poético e Diálogo poético
Com a Companhia Barco
Até 30 de agosto. Sextas, às 21h.

Em Sussurro poético, com aparelhos feitos de conduíte e funil, atores da companhia se espalham pela Praça Roosevelt e recitam poesias de Hilda Hilst. Já na intervenção Diálogo poético, duas cadeiras são colocadas frente a frente na Praça Roosevelt. Atores da companhia e transeuntes ocupam os assentos, lendo e ouvindo poesias.

Shows

Show de encerramento
Com La Once
Dias 31 de agosto, sábado, às 19h, e 1 de setembro, domingo, às 17h
A atividade conta com audiodescrição para o público com deficiência visual.

O repertório inclui canções criadas a partir do universo de Hilda Hilst. Os shows antecedem as últimas apresentações do espetáculo Ensaio da fantasia.

Oficinas

Oficina Voo livre: improvisação vocal
Com o grupo vocal As Joanas
Dia 17 de agosto. Sábado, às 14h.

A oficina busca aproximar o público do autoconhecimento oferecido pela prática vocal, em especial do canto improvisado. Experimentar, cantar e ouvir são os objetivos da vivência.

Oficina Livros de tecido: experiências literárias e táteis
Com Luciana Nobre
Dia 17 de agosto. Sábado, às 16h30
A atividade conta com recurso de acessibilidade (audiodescrição).

A oficina propõe a criação de um livro tátil têxtil. A partir de frases retiradas do texto Matamoros (da fantasia), os participantes podem criar um livro de tecido e desenvolver imagens para suas páginas.

Oficina de criação literária: Poemas sonoros
Com o grupo vocal As Joanas.
Dia 18 de agosto. Domingo, às 14h.

A oficina parte das seguintes questões: qual a relação entre poesia e som? O que acontece quando um poema é lido em voz alta? A partir da obra de Hilda Hilst e das referências pessoais dos participantes, o grupo propõe um espaço de experimentação livre para composição de poemas sonoros.

Oficina O teatro fora dos teatros: reflexões sobre o fazer teatral em espaços não convencionais
Com Roberto Borenstein
Dia 18 de agosto, às 14h.

O ator Roberto Borenstein, idealizador do Teatro Delivery, aborda o fazer teatral fora de espaços convencionais, sua filosofia e as diferenças básicas entre apresentações em locais privados e públicos.

Oficina: Teatro antitédio
Com a Companhia Barco
Dia 24 de agosto. Sábado, às 14h.

A partir da obra Pequenas sugestões e receitas de espanto antitédio para senhores e donas de casa durante o Carnaval, publicado originalmente como crônica no jornal Correio Popular em 1993, a Companhia Barco ministra uma oficina de jogos teatrais de improviso e interpretação, voltada a atores e não-atores.

Oficina Matamoros: do texto à imagem
Com o espaço cultural Vacca Madre.
Dia 24 de agosto. Sábado, às 14h.
A atividade conta com recurso de acessibilidade (audiodescrição).

Oficina de fotografia a partir da leitura e análise de trechos do conto Matamoros (da fantasia). O espaço cultural Vacca Madre conduz os participantes por símbolos, arquétipos e significantes que podem servir de elementos para a construção de uma narrativa visual e fotográfica.

Oficina: Fotografia de espetáculo
Com espaço cultural Vacca Madre
Dia 25 de agosto. Domingo, às 14h.

A oficina tem como objetivo apresentar e testar técnicas básicas de fotografia para a captura de imagens cênicas em espaço fechado e com iluminação de palco. A atividade é voltada para pessoas que possuam equipamento fotográfico de controle manual.

Roda de conversa

Roda de conversa e crítica com Alcir Pécora
Dia 18 de agosto. Domingo, às 20h.

Professor Titular no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP/SP, editor da obra completa de Hilda Hilst e crítico literário, Alcir Pécora propõe uma roda de conversa após uma das apresentações do espetáculo Ensaio da fantasia, trazendo à luz questões sobre o texto da autora.

Cortejo Hilda Hilst
Com a Companhia Barco e convidados
Até 1 de setembro. Sábados, às 19h, e domingos, às 18h.

A companhia realiza um cortejo pela Praça Roosevelt e pelos arredores do Teatro de Arena, com músicas e poesias de Hilda Hilst.

QUANTO?

Contribuição consciente

ONDE?

Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94, Vila Buarque, São Paulo, SP

Maratona Infantil no MIS

Domingão pra levar a criançada pro MIS pra se divertir com muitas oficinas e pode até doar brinquedos e alimentos. Confira a programação na imagem abaixo ou clique nela pra acessar o site do MIS direto. =)

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Redação/Publicação: Darlene Carvalho

 

TEATRO DA VERTIGEM ATÉ DOMINGO

Petrobrás apresenta

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Teatro da Vertigem | Residências Artísticas

Estudo sobre o masculino: primeiro movimento

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Desde Julho, o Teatro da Vertigem está apresentando residências artísticas na sede do Teatro da Vertigem em São Paulo (Rua Treze de Maio, 240, Bela Vista) recebe, com direção de Antonio Duran, o espetáculo Estudo sobre o masculino: primeiro movimento, resultado do programa de residência artística do Teatro da Vertigem em que outros integrantes do grupo dirigem seus próprios trabalhos. Esse projeto conta com o patrocínio da Petrobrás, em uma parceria que dura mais de uma década.

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Dramaturgista dos últimos trabalhos do grupo, Duran propõe nessa encenação a investigação de um recorte do universo masculino: homens nascidos entre os anos 60 e 70, do século XX. Estudo sobre o masculino: primeiro movimento procura interrogar até que ponto esses homens urbanos de meia idade, diante ao envelhecimento, estariam abertos a repensar sua condição, sobretudo, frente aos seus afetos.

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A montagem explora a exposição de quatro homens de uma mesma geração frente a suas relações com os outros, com seus corpos e consigo mesmos, ao mesmo tempo em que transitam, em linha tênue, entre duas realidades: como atores de uma ficção e personagens de suas próprias vidas. Esse trabalho cênico é uma aproximação a isso tudo: um “primeiro movimento”.

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A proposta foi desenvolvida no período de quatro meses, levantando-se materiais cênicos e dramatúrgicos a partir das vivências dos atores e de suas experiências, em um processo colaborativo com áreas de criação: iluminação, sonoplastia, cenografia, figurino, vídeo, dramaturgia e direção.

Sinopse
Espetáculo “Estudo sobre o masculino: Primeiro movimento”

Quatro homens de meia idade, nascidos entre os 60 e 70 do século XX, transitam, em linha tênue, entre duas realidades: como atores de uma ficção e personagens de suas próprias vidas. Expostos em situações em que se deparam na relação com seus corpos, com os outros e consigo mesmos.

Ficha Técnica | Texto: Antonio Duran e Bruna Menezes | Assistente de direção: Rita Miranda | Atores: Douglas Simon, Fernando Pernambuco, Fernando Oliveira, Ricardo Socalschi. | Dramaturgismo: Bruna Menezes | Desenho de Luz: Danielle Meireles e Felipe Tchaça | Operação de luz: Felipe Tchaça | Cenografia e Figurino: Isabella Neves e Beatriz Oliveira | Vídeo: Michelle Bezerra e Letícia Hayashi | Operação de vídeo: Letícia Hayashi e Michelle Bezerra | Trilha Sonora: Lutz Gallmeister | Assistente de som e operação: Paulo Akio | Preparação viewpoints: Marcella Vicentini e Clarissa Moser | Preparação coreográfica: Tata Gouvea | Registro em vídeo: Andréia Teixeira e Fernando Lima | Criação gráfica: Natasha Karasek | Assistente de produção: Leonardo Monteiro | Concepção e direção: Antonio Duran

O QUÊ?

Espetáculo “Estudo sobre o masculino: primeiro movimento”

Duração: 90 min. Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.

QUANDO?

Até 07 de Agosto de 2016. De quinta a sábado, às 21h. Domingos, às 20h.

QUANTO?

Ingressos: Entrada franca – Lotação: 30 lugares

ONDE?

Sede Teatro da Vertigem

Rua Treze de Maio, 240 – Bela Vista, São Paulo – SP. Telefone:(11) 3255-2713.


Publicado por Darlene Carvalho

O ESPECULADOR DE OLHOS INVISÍVEIS DE CARNE EM JULHO E AGOSTO

A partir do dia 22 de Julho começa a nova temporada do espetáculo ‘O especulador de olhos invisíveis de carne” com a Cia. Corpos Nômades no Espaço Cênico O Lugar, ali na Rua Augusta.

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Para mais informações sobre o espetáculo, clique aqui. =)


O QUÊ?

O Especulador de Olhos Invisíveis de Carne


QUANDO?

22/07 a 28/08/2016.

Sextas e sábados: 21h.

Domingos: 20h.


QUANTO?

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Reservas e informações: 11 32373224 / ciacorposnomades@gmail.com


ONDE?

Rua Augusta, 325, Consolação, São Paulo, SP.

Convênio com estacionamento na Rua Augusta, 108.

 


Publicado por Darlene Carvalho

2 FINAIS DE SEMANA COM NAVALHA NA CARNE

Navalha na Carne de Plínio Marcos

Direção Marcelo Drummond. Com Sylvia Prado, Marcelo Drummond y Tony Reis.

Navalha na carne é uma das peças mais conhecidas de Plínio Marcos e é considerada por muitos sua obra-prima. Nessa desmontagem de Marcelo Drummond, o jogo cênico contundente entre os três atores revela almas sangradas pela solidão e pelas dores de cada personagem; mas revela também o silêncio e a precisão dramatúrgica da poesia de Plínio, para muito além do estigma de autor de textos desbocados e cheios de fúria. Drummond inclui humor e contenção num jogo mutante, onde o vídeo, a luz, o cenário e o som estão tão presentes quanto a violência cotidiana das relações humanas vivida em cena. (release: teatro oficina)

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Foto: Lenise Pinheiro

Inscreva-se no canal do Teatro Oficina no Youtube clicando aqui. ;)

Vai ter transmissão ao vivo no dia 07 de Maio e 08 de maio!

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Foto: Igor Marotti


O QUÊ?

[teatro] Navalha na Carne

QUANDO?

Sábado, 7/05/2016, às 21h.
Domingo, 8/05/2016, às 20h.
Sábado,14/05/2016, às 21h.
Domingo, 15/05/2016, às 20h.

QUANTO?

R$ 40 (inteira)
R$ 20 (meia)
R$10 (moradores do Bixiga)
Ingressos online aqui.

ONDE?

Teat(r)o Oficina

R. Jaceguai, 520 – Bela Vista, São Paulo – SP.


Colaboração de Teat(r)o Oficina | Publicado por Darlene Carvalho

ÚLTIMOS DIAS DE ‘FLORES AMARELAS’

FLORES AMARELAS — Cia do Flores

Flores Amarelas é um espetáculo, que encontrou na poesia, na música, na dança e na narrativa a forma mais sublime para falar sobre identidade de gênero.

SINOPSE

Uma festa em homenagem aos santos da Bahia celebra a boa colheita do cacau. No centro da encenação a festa dá lugar às fazendas, à mata-deus e as histórias e segredos, que permeiam a vida de Orozina, Davi, Francisco, Jeremias e Antonio. Na medida em que a semente floresce, revelam-se para o público as músicas e sua poesia, as graças e desgraças dos causos da mata-deus, as dores do preconceito, e a revelação de uma história prometida, a qual deve ser a mais bonita de todas.

Dramaturgia e Direção de Claudia Jordão.
Elenco: Alef Barros, Alessandra Moreira, Fran Rocha, Lucas Vedovoto, Josy Santana e Osni Rossi.

SOBRE O ESPETÁCULO

Flores Amarelas é o primeiro trabalho da Cia do Flores, de São Bernardo do Campo e o processo de montagem, aconteceu dentro do Núcleo de Direção da Escola Livre de Teatro, orientado por Luiz Fernando Marques, o LUBI, do Grupo XIX de Teatro.

O espetáculo foi contemplado pelo PROAC – Manifestações Culturais LGBT/2015, pelo qual fará uma circulação pelas cidades do ABCDMR e também pela cidade de São Paulo. Na capital paulista Flores Amarelas fez uma estreia gratuita, no dia 28/04, com bate papo posterior, contando com a presença de Luiz Fernando Marques e prosseguiu para mais 7 apresentações que terminam no próximo dia 08/05/2016, de quinta a domingo, cumprindo com a contrapartida pela contemplação do edital Cena Aberta/SP, para ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet. O espetáculo foi contemplado também pelo Prêmio de Teatro Myriam Muniz/2015.

Para acompanhar a agenda de apresentações da Cia do Flores, curta a página no Facebook → www.facebook.com/ciadoflores


O QUÊ?

[Teatro] Flores Amarelas, com a Cia do Flores.

QUANDO?

Até 08/05/2016. Quinta a domingo, às 20h.

QUANTO?

Ingressos – R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)

ONDE?

Teatro de Arena Eugênio Kusnet [Capacidade: 98 pessoas]

Rua Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque – São Paulo

Informações: 11 3259 6409 ou 11 99407 7226


Colaboração de Claudia Jordão | Publicado por Darlene Carvalho

GUERRILHEIRO NÃO TEM NOME

O grupo teatral Mata! apresenta o espetáculo ‘Guerrilheiro não tem nome’ em importantes teatros da cidade de São Paulo

Após temporada de sucesso no Espaço Pyndorama, Sede da Cia Antropofágica, o Grupo Teatral MATA! leva seu espetáculo “guerrilheiro não tem nome”, para três locais distintos da cidade de São Paulo e convida a população para imergir na verdadeira história do Brasil, tratando sobre um movimento revolucionário, contra a repressão da Ditadura Militar: a Guerrilha do Araguaia. As ações, que fazem parte do projeto contemplado na 3ª edição do Prêmio Zé Renato, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, contemplam apresentações no Teatro Leopoldo Fróes, Teatro Zanoni Ferrite e Centro Cultural São Paulo. Ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a nossa história e sobre o trabalho do Mata!

Ditadura, Repressão e Revolução

Em tempos em que o tema “Ditadura” paira sobre muitas conversas, o Grupo Teatral MATA! apresenta o espetáculo “guerrilheiro não tem nome”, um espetáculo de relevância estética e política, que convida o público para uma imersão em um assunto complexo da história do Brasil: a Guerrilha do Araguaia.

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Após uma temporada no Espaço Pyndorama, Sede da Cia. Antropofágica, o grupo apresenta seu espetáculo nos dias 06, 07 e 08 de maio no Teatro Leopoldo Fróes, com entrada gratuita, seguindo para o Teatro Zanoni Ferrite e encerrando as ações do projeto no Centro Cultural São Paulo. Todas essas ações fazem parte do projeto “guerrilheiro não tem nome”, contemplado na 3ª edição do Prêmio Zé Renato, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

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O Grupo Teatral MATA! é formado por artistas que se uniram em prol do trabalho colaborativo de criação, tendo se iniciado como um grupo de estudos de temas relativos à formação cultural do Brasil, o teatro épico-dialético e o fazer teatral. Depois de dois anos de pesquisa e experimentos cênicos, o grupo foi contemplado com o edital PROAC – Primeiras obras, através do qual o espetáculo “guerrilheiro não tem nome” foi concebido.

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Agora, com o Prêmio Zé Renato, o grupo realiza apresentações gratuitas e convida o público para conhecer este trabalho que trata de um assunto tão obscuro da história do país e que jamais deve ser esquecido. O diretor Anderson Zanetti comenta: “Dar continuidade as apresentações deste espetáculo, é contribuir para a consolidação da memória histórica de uma democracia a ser continuamente aprimorada, tomando como lição o passado que ainda vive no presente”.

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O nome do grupo e o interesse pelo assunto surgiram do contato com o livro MATA! – O Major Curió e as guerrilhas no Araguaia, do jornalista Leonêncio Nossa, que teve acesso exclusivo ao lendário arquivo pessoal do major Sebastião Rodrigues de Moura, o Curió, um dos protagonistas da repressão da ditadura militar. O livro revela detalhes das torturas e assassinatos que vitimaram dezenas de pessoas na década de 1970 na região do Araguaia, além de expor um arrebatador panorama histórico do Bico do Papagaio e do sudeste do Pará. Mata! percorre quase duzentos anos na história da região, incluindo tragédias recentes como a exploração de ouro em Serra Pelada e os massacres de sem-terra, para compor um verdadeiro épico da desordenada ocupação do território amazônico a partir do século XX.

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A história da guerrilha chamou a atenção do Grupo Teatral Mata! pela sua força ideológica e a paixão dos jovens combatentes que morreram em nome de um país mais justo, livre da opressão contra o povo e da violência do Estado de Exceção promovido pelo golpe civil-militar de 1964. A saga dos jovens guerrilheiros do Araguaia, pouco conhecida e explorada no Brasil, perpassa os tempos e desemboca na história contemporânea do país. E os elementos de injustiça social, coronelismo, luta armada, corrupção, militarismo e tortura compõem a trama documentária do livro de Leonêncio, de uma maneira fragmentada, na qual um fio condutor linear dá lugar à totalidade histórica dos fatos. Por tudo o que a pesquisa acerca dessa luta nos mostrou, essa é uma história que não deve ser silenciada jamais, e nossa contribuição aparece por meio do nosso trabalho teatral, complementa Anderson.

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Guerrilheiro não tem nome

Sinopse

A partir de uma perspectiva poética coletiva, o espetáculo reconstrói os caminhos de alguns jovens que aderiram à Guerrilha do Araguaia e nela  descobriram o elo entre suas vidas e as contradições mais profundas da formação social do Brasil. O sonho por uma sociedade igualitária, o contato com a cultura local e a solidariedade revolucionária alimentaram a coragem daqueles que não retrocederam frente à violência do regime militar instaurado em 1964.

FICHA TÉCNICA
Direção e concepção dramatúrgica: ANDERSON ZANETTI
Criação dramatúrgica: COLETIVA
Atores: GABRIELA FELIPE, LEONARDO OLIVEIRA E VANESSA BIFFON.
Cenografia, figurino e arte gráfica: LUIZ FELIPE MACALÉ
Iluminação: LEONARDO OLIVEIRA
Assessoria de Imprensa: LUCIANA GANDELINI
Técnico de Iluminação: JOÃO ALVES
Direção musical e preparação vocal: BRUNO CORDEIRO
Coordenação de produção: VANESSA BIFFON
Produção: COLETIVA
Fotografia: ALAN SIQUEIRA
Contato Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini

O Grupo Teatral Mata!

O Grupo Teatral Mata!, formado por Anderson Zanetti, Leonardo Oliveira, Luiz Felipe Macalé e Vanessa Biffon, é um coletivo paulistano, que surgiu no final de 2012 e trabalha a partir dos conceitos de processo colaborativo e teatro épico-dialético. As primeiras ações se deram em forma de um grupo de estudos sobre teatro e assuntos relacionados à formação histórica e cultural do Brasil contemporâneo. A partir do início de 2013, o grupo entrou em contato com alguns livros que tratam da história da Guerrilha do Araguaia e passou a pesquisar o assunto com o interesse de transformá-lo em espetáculo teatral.

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A pesquisa estética do MATA! situa-se nos campos conceituais de processo colaborativo e processo coletivo de criação cujo trabalho de ator, a produção sonora e a cenográfica são voltadas para uma encenação de horizonte épico-dialético.

O grupo realizou em 2013 uma oficina de Iniciação ao Teatro do Oprimido na Biblioteca Monteiro Lobato e em 2014 uma ação performativa no Cordão da Mentira, evento anual realizado por coletivos artísticos e sociais. Depois de dois anos de pesquisa e experimentos cênicos, o grupo foi contemplado com o edital PROAC – Primeiras obras, através do qual este  espetáculo foi concebido e apresentado nas cidades de São Paulo, Santos, Diadema e Campinas. Neste projeto, “guerrilheiro não tem nome”, o grupo fez parceria com a Companhia do Feijão, através da cessão de espaço para ensaios e da orientação de expressão corporal realizada pela atriz Fernanda Haucke. Também foram realizadas uma oficina para jovens e adultos acerca da construção poética teatral e um ciclo de debates com o tema Guerrilha do Araguaia com convidados importantes como: Leonêncio Nossa, Romualdo Pessoa, Liniane Haag Brum e Michéas de Almeida – Zezinho do Araguaia.

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Depois da temporada de 2015, outra importante montagem foi apresentada no Rio de Janeiro e São Paulo, chamada “Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos”, com direção de Georgette Fadel e dramaturgia de Grace Passô. Esse espetáculo foi apresentado pelo Itaú Cultural com grande repercussão na imprensa especializada, que além de destacar a perspectiva estética, ressaltou a relevância do tema sobre a “Guerrilha do Araguaia”, sobretudo a partir da mulher, uma vez que a montagem trata exclusivamente do papel das guerrilheiras.

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Agora, em 2016, o grupo circula com o espetáculo “guerrilheiro não tem nome”, através do 3º Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo, já tendo se apresentado no Centro Cultural da Juventude, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, Espaço Pyndorama, Sede da Companhia Antropofágica e com apresentações em Maio no Teatro Leopoldo Fróes, Teatro Zanoni Ferrite e Centro Cultural São Paulo.

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Realização: 3º Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo.

Assista a entrevista com o diretor da peça:


Mais informações:


O QUÊ? QUANDO? ONDE?

‘Guerrilheiro não tem nome’, com o grupo teatral Mata!

Duração.: 80 min. Classificação: 16 anos.

Temporada no Teatro Leopoldo Fróes

Dias 06, 07 e 08 de Maio de 2016.

Sexta-feira e Sábado às 20h. Domingo às 19h.

Teatro Leopoldo Fróes — Rua Antônio Bandeira, 114, Vila Cruzeiro, São Paulo, SP.

Temporada no Teatro Zanoni Ferrite

Dias 13, 14 e 15 de Maio de 2016

Sexta-feira e Sábado às 20h. Domingo às 19h.

Teatro Zanoni Ferrite — Av. Renata, 163, Vila Formosa, São Paulo, SP.

Temporada no CCSP

Dias 28 e 29 de Maio de 2016

Sábado às 19h. Domingo às 18h.

CCSP – Sala Adoniran Barbosa: Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo, SP.

QUANTO?

Grátis.


Colaboração de Luciana Gandelini | Publicado por Darlene Carvalho